17/01/2020 às 18h39min - Atualizada em 17/01/2020 às 18h39min

O produtor rural Antônio Galvan disputa e diz que Fávaro se "queimou" no setor

Da assessoria
Mídia News
O produtor rural Antônio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), admitiu a possibilidade de concorrer ao Senado na eleição suplementar que ocorrerá ainda no primeiro semestre deste ano.
 
“Quando falamos sobre essa possibilidade, percebi o apoio maciço do pequeno e médio produtor, por exemplo. Toda hora estou recebendo cobrança no WhatsApp, que é pra sair candidato”, disse Galvan, em conversa com a imprensa nesta semana.
 
“Vou falar uma coisa: não tenho medo do desafio. Não tenho receio nenhum quanto a isso. Agora, logicamente, você não vai se jogar de ponta cabeça porque quer ser candidato. Tem uma demanda do setor, tem uma vontade própria também, mas tem que ver a viabilidade”, acrescentou o ruralista.
Atualmente filiado ao PDT, Galvan disse que o assunto deve ser debatido dentro do partido, visto que o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) já manifestou interesse em pleitear a vaga aberta em razão da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos).
 
Ele admite, inclusive, que teria certa desvantagem em relação à Pivetta, em razão da experiência política do colega de partido.
 
“Estive com o Pivetta ele. Ele também tem pretensão. No partido são dois candidatos. Se for lá pra uma convenção, com certeza ele ganha de mim pelo know how politico. Mas, pode ser que ele abra mão também”.
 
Críticas a Fávaro
 
Ainda durante a entrevista, o presidente da Aprosoja comentou sobre a “inflação” de pretensos candidatos que, em tese, representariam o agronegócio.
Entre eles, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) que, segundo Galvan, está “queimado” com o setor.
 
“Acredito que a eleição passada não serve de espelho para a que vai acontecer agora. Essa disputa que o Fávaro fez para tirar a Selma de todo jeito lá do Senado deixou ele queimado. O setor do agronegócio votou bastante na Selma, pelo histórico dela. Eu vejo isso com grande preocupação”, disse.
 
“Tenho certeza que por ego pessoal de alguns candidatos a gente verá o agro se dividir de novo. Teremos 2, 3, 4 candidatos, pelo que se fala. Os que já disputaram antes querem voltar todos. Acredito que dificilmente vai conseguir colocar aqui numa mesa os nomes e sair com um candidato só”, acrescentou.
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