11/12/2019 às 13h51min - Atualizada em 11/12/2019 às 13h51min

Revista "Time" elege a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, como personalidade do ano.

Da assessoria
G1
RIO — A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi escolhida a personalidade do ano pela revista "Time". O título é concedido anualmente a pessoas que, por diferentes razões, se destacaram por suas atividades.
Greta, chamada na última terça-feira de "pirralha" pelo presidente Jair Bolsonaro, tornou-se internacionalmente conhecida pelas mobilizações no seu país natal que inspiraram jovens de todo o mundo a cobrar ações concretas de governos contra as mudanças climáticas.
A ativista reagiu à notícia em uma publicação no Twitter: "Wow, isso é inacreditável! Divido essa grande honra com todos do movimento #FridaysForFuture e ativistas climáticos de todos os cantos", escreveu.
A "Time" destacou na capa da sua próxima edição, junto à nomeação da jovem de 16 anos, o "poder da juventude".
Greta está em Madri, onde acompanha a COP-25. A jovem, na última sexta-feira, foi a principal estrela de uma manifestação de 500 mil pessoas pelas ruas da capital espanhola.

Desde que chegou à conferência, fez duras críticas ao assassinato de indígenas ao redor do planeta, incluindo o Brasil, o que irritou Bolsonaro.
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A fama de Greta começou a partir de protestos solitários que realizava diante do parlamento da Suécia, em Estocolmo, que levaram a greves escolares que se galvanizaram ao redor do globo.
Como a própria "Time" destacou na justificativa pela escolha, o perfil da jovem se assemelha aos dos filhos de pais de "todos os cantos do mundo": uma adolescente "indignada com explosões repentinas de rebeldia".
No período de um ano, pontua a publicação americana, a mobilização da jovem em Estocolmo engatilhou um movimento jovem mundial e a levou para encontros com o secretário-geral das Nações Unidas e encontros com chefes de Estado e de governo e com o próprio Papa Francisco. As palavras de ordem originais, "Koklstrejk för Klimatet" ("greve escolar pelo clima", em português) ultrapassaram barreiras e inspiraram marchas e protestos nas ruas de cidades de mais de 150 países.

Entenda: O que é a COP-25?
"Thunberg não é uma líder de um partido político ou de grupos que advogam por agendas. Ela também não é a primeira a soar o alarme a respeito da crise climática, nem é a mais adequada para resolver esse problema. Não é uma cientista nem uma política; não tem acesso a níveis de influência tradicionais, pois não é bilionárioa nem é uma princesa, uma estrela pop ou mesmo uma adulta. Ela é uma adolescente comum que, a partir da sua coragem de falar a verdade para poderosos, se tornou o ícone de uma geração", segue a "Time".
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