24/06/2020 às 12h47min - Atualizada em 24/06/2020 às 12h47min

Prefeito Emanuel Pinheiro alerta para caos em Cuiabá e vai recorrer contra o lockdown

Rcpress
Repórter MT


O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) aponta o risco de que a Capital sofra um caos econômico e social se for implantada a quarentena obrigatória, por 15 dias, determinada pela Justiça.

Em entrevista ao programa de rádio Chamada Geral, na manhã desta quarta-feira (24), Emanuel reclamou que não foi ouvido pelo juiz José Luiz Lindote, que determinou a paralisação geral em Cuiabá e Várzea Grande, por alto risco de contaminação de coronavírus.

Emanuel reforçou que vai recorrer contra o ato do magistrado da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande. 

“Se é para fazer lockdown, que faça no estado inteiro. Hoje Cuiabá tem 26% dos casos confirmados de Covid-19 no Estado. Já fomos 66%. E é claro que eu vou recorrer para defender a população cuiabana. Vou entrar com uma medida prioritária, o que dá tempo sim de ser julgado antes de começar a valer o que foi decidido pelo juiz Lindote", declarou.

 Pacientes vêm do interior

Conforme o gestor cuiabano, não é justo que a medida seja aplicada na Capital, quando o problema está na falta de estrutura de saúde enfrentada pelo interior do Estado, que acaba refletindo em Cuiabá. 

Nesse período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os dados da Secretaria Municipal de Saúde demonstram que 60% dos leitos de UTIs destinados para esses pacientes são ocupados pela população do interior. Além disso, a taxa de crescimento de casos na Capital que, nos últimos sete dias, é de 5,7%, continua abaixo da taxa total de Mato Grosso, que atingiu 7%. Nos últimos 14 dias, o número é de 5,6%, para Cuiabá, e 6,5%, para Mato Grosso. 

Para Pinheiro, os números demonstram uma clara “interiorização” do vírus. “Cuiabá fez o dever de casa e querem que paguemos o preço por quem não fez. Isso não é justo. Se tivermos que decretar o lockdown, que façamos no estado inteiro. Não tem sentido prender a população dentro de casa, tirar o seu emprego, quebrar as empresas da nossa Capital. Não é justo aplicar tudo isso em Cuiabá e deixar aberto o restante do estado”, destaca Emanuel. 

O prefeito ressalta ainda que não adianta fechar Cuiabá e Várzea Grande, se grande parte de demanda do interior do estado continuará sendo transferida para a Capital. “O SUS é universal e estamos de portas abertas para atender todos os munícipes. Todavia, que respeitem a nossa capital e não a prejudiquem. Cuiabá está sufocada e, caso confirme essa decisão, será tremendamente penalizada”, completa
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